
Um dos seminários do
Proxxima 2008, declara em seu título que o mundo é dos Geeks. Mas quem são os Geeks?
Segundo a Wikipedia Geek é uma palavra de origem inglesa que, no jargão da subcultura de computação e Internet, designa o estereótipo do indivíduo com habilidade e interesse em tecnologia, novas mídias e programação, acima do normal. Também é um termo usado pejorativamente pelos hackers, que o empregam para designar alguém que ainda está aprendendo sobre a tecnologia e a vida digital. Portanto, Geeks são pessoas apaixonadas por tecnologia, que gostam do mundo digital, mas que possuem um conhecimento técnico suficiente para "usar o sistema" e não "burlar o sistema". É um ser entre o analfabeto digital e o hacker profissional. Talvez, Geeks sejamos todos nós que compramos telefones celulares novos, gostamos de games e lemos as notas nos jornais sobre o mercado das telecons.
Mas afinal, porque o mundo é dos Geeks?
Na vida cotidiana precisamos realizar inúmeras tarefas. No terceiro milênio, a quantidade delas se multiplicou e para fazer o tempo render, a tecnologia nos presenteou com inúmeros aparelhos e softwares que tornam nosso dia-a-dia muito mais produtivo. Quem serão as pessoas que dominarão o cenário futuro? Com certeza as pessoas que dominarem as tecnologias do seu tempo. Sempre foi assim. Por isso prepare-se porque o mundo será, e de certa forma já é, daqueles que dominam as ferramentas que controlam o mundo. No seminário dedicado aos Geeks, Alfredo Werner da SAGEM-ORGA, Silvio Meira da Universidade Federal de Pernambuco e Alex Pinheiro do Gol Mobile, são moderados por Maurício Mota. Faça parte deste mundo, comece por aqui.
Dia 12 de Março das 14:00 às 15:00hs
"O Mundo é dos Geeks"
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Nossa segunda entrevista foi feita com Mentor Muniz Neto, diretor de criação da Bullet. Das mídias convencionais às
"social networks", Neto nos dá um panorama rápido e preciso sobre a publicidade do novo milênio. Conteúdo valioso para preparar os espectadores do seminário "Ad 2.0. O que Vale a Pena e Por quê?", no qual ele é o moderador.
Proxxima: Sabemos que as mídias digitais estão ganhando espaço a cada dia quando comparadas com as mídias convencionais. Qual é o ritmo desse processo de “migração”? Como você enxerga o a divisão dessas verbas daqui a dois anos?
Neto: A migração deixou de ser uma questão tecnológica. É humana. Estamos vivendo um período de transição, não com relação às mídias convencionais e digitais, mas com relação à profissionais convencionais e digitais. Apesar de real, de consistente, de presente nos planejamentos, as mídias 2.0 ainda são "empurradas" down-to-top. São ainda raras as lideranças nativas da era digital dentro de agências e clientes. Pior que isso, é que uma campanha que utiliza mídia digital, precisa ser concebida assim. E não apenas adaptada. Isso envolve ainda mais centros de decisão dentro de agências e clientes. Requer, muitas vezes uma mudança das estruturas internas. A chamada nova mídia digital [e incluo aí também o mobile] já está completamente madura. Mas para apostar e entender a penetração da BRogosfera, a blogosfera brasileira, uma das mais importantes do mundo, ou dos wikis, ou das social networks, ou mesmo do sms e do mobile, é preciso transitar por esses meios, é preciso interesse, é preciso conhecer os números. É um processo difícil de ser imposto, principalmente com o preconceito que a bolha gerou em alguns setores. Acredito que as verbas vão continuar migrando na mesma proporção que um enorme contingente de digital natives assumir posições de decisão. E não acredito que sejam necessários dois anos para que essa consolidação ocorra. Proxxima: A Web2.0 é uma revolução na comunicação que coloca os usuários no centro do poder. Como uma agência de promoção como a Bullet encara a Web2.0? Quais as ações da Bullet presentes no universo Web2.0?
Neto: A Bullet deixou de ser uma agência de promoção. Também não somos uma agência de publicidade tradicional. Num passado distante, quando o consumidor era apenas espectador, a única relação possível de interação era via promoção. No ponto-de-venda se estabelecia uma relação one-to-one entre cliente/marca/produto/agência e o consumidor. A web e depois a web colaborativa, possibilitou que este contato se expandisse para além do momento da compra. Esse fato desafia as agências de publicidade tradicionais. Mas para a Bullet, é apenas uma ampliação de nossa área de atuação. Assim a agência se transformou. Hoje, o que fazemos é uma ponte entre a propaganda tradicional, a dos conceitos de produto, a das páginas duplas, a da televisão e o consumidor nas ruas, no celular, na web, e - porque não - nos pontos-de-venda. É por isso que atendemos a clientes mas também às agências. Um ótimo exemplo é o iPod no Palito Kibon. Não me refiro à mecânica em si, criada pela Bullet. Nem à campanha de comunicação da McCann. Mas sim à maneira com que essa ação, um mês antes do filme entrar no ar, foi viralizada pelos próprios consumidores. Através de uma ação simples de seed nos principais blogs, em poucas horas a promoção estava no radar dos consumidores que realmente importam. E mais. Em poucos dias, estava presente em blogs de todo o mundo, gerando uma exposição sem precedentes para a marca. É uma ilusão achar que ainda pode existir publicidade impositiva. O papel da agência de hoje é ser, criar e gerenciar histórias que sensibilizem as comunidades de usuários. Essa, no meu entender, é a grande revolução que estamos assistindo.
Dia 12 de Março das 11:00 às 12:00hs
"Ad. 2.0 - O Que Vale a Pena e Por Quê?"
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Dando início a seção de entrevistas do site do
Proxxima, conversamos com Fábio Gandour, Gerente em Novas Tecnologias da IBM e moderador do painel "Punk Marketing" que será realizado no próximo dia 12 de março.
Com muito bom humor, Fábio respondeu nossas perguntas e deu dicas para quem quer estar mais "antenado" com o assunto que será debatido.
Proxxima: Na sua visão de mercado o que é um bom "Punk Marketing"?
Fábio Gandour: Um bom "Punk Marketing" ou um bom "X Marketing", onde "X" pode ser qualquer coisa, será aquele que atingir os objetivos pretendidos para um produto, um serviço ou uma marca. O que o modelo proposto pelo "Punk Marketing" possui de bom é que a transgressão e a ousadia são partes essenciais de tudo, a começar da linguagem e a terminar no produto. E a narrativa se instaura a partir da linguagem. O que, em vez de terminar no produto, pode terminar com o produto :-). Proxxima: Pode comentar um “case” interessante?
O "case"mais interessante que eu tenho pra contar foi planejado e executado por mim mesmo, em um experimento bem pessoal: andando por aí encontrei um tipo de desodorante ambiente, um aerosol, que tinha um rótulo muito "punk"! O nome do produto era "Bullshit Repellent" e a descrição falava que o aerosol deveria ser aplicado em salas de reuniões pois, além de dar um cheirinho agradável, evitava que os participantes da reunião ficassem "enrolando", falassem bobagens, fornecessem dados imprecisos, etc. Claro que eu comprei! Na primeira oportunidade, de fato não passei na sala com antecedência. Depois que o participantes entraram, dei a lata pra um deles ler a descrição e em seguida, pedi para outro participante passar um pouco na sala. Muito punk! E funcionou direitinho! :-) Proxxima: Qual é o papel da tecnologia no "Punk Marketing" e como ela está sendo usada?
F.G.: A tecnologia, pelo seu aspecto libertário [ que facilita a comunicação com um só receptor ] e dinâmico [ que permite identificar grupos de interesse ] é a base para sustentar o "Punk Marketing". Será que no modelo anterior, de consumo coletivo da mensagem [ aquele de todo mundo na sala, vendo o jornal da TV ], dava para adotar uma linguagem punk !?! Não vamos dizer apenas que "não" mas... o risco certamente seria maior. Proxxima: O que o futuro reserva aos profissionais de mídia quando o assunto é tecnologia de informação?
F.G.: Esta pergunta tem sido feita a mim com alguma freqüência e a resposta vem evoluindo ao longo do tempo. No momento, a melhor resposta para o profissional de mídia pode se resumida em duas palavras: "egoistização interativa". Claro que isto é um neologismo [ certamente temporário, porque afinal, ele é dinâmico :-) ] criado para resumir a mudança que a tecnologia trouxe ao mercado, ao permitir que o acesso às mídias seja cada vez mais individual e cada vez mais interativo. Até onde é possível enxergar, vamos continuar cada vez mais nesta direção.
Proxxima: Como a IBM participa do mercado de mídia? Conte um pouco da estratégia que a IBM tem adotado para participar desse mercado.
F.G.: Temos um segmento especializado para o mercado de Mídia & Entretenimento. Este segmento possui um amplo portfólio de equipamentos, serviços e soluções para sustentar os planos e projetos das empresas de Comunicação em qualquer mídia. O conjunto está estruturado de tal forma que mesmo na eventualidade de grandes mudanças, como aconteceu recentemente da TV tradicional para a TV sobre IP, o conteúdo estará facilmente disponível. Enfim, são soluções muito robustas de infraestrutura, já preparadas para encarar novas mudanças. Porque elas certamente virão!
Proxxima: Como moderador do painel você teria alguma literatura para indicar previamente aos leitores do blog do Proxxima?
F.G.: O Richard Laermer, nosso palestrante, escreveu um livro junto com o Mark Simmons. O título ? "Punk Marketing", claro! A melhor leitura para se preparar para a palestra é o livro.
Não deu tempo ou, mais comum, não teve paciência ? Vai no site dos autores, que está bem aqui: http://www.punkmarketing.com/. Dá um rolê por lá e se informa legal. Dá até pra ler alguns capítulos do livro. Aí você não chega no pedaço tipo assim... totalmente ignorante. Vai dar até pra fazer cara de conteúdo e balançar a cabeça assertivamente, viu !?!
Também não foi possível? Então olha aqui, pelo menos lê o que a Martina Wandersen escreveu sobre o Laermer no blog do Proxxima! Tá aqui o link ó.
Também não foi possível?! Cara, esta a última coisa que eu tenho pra te oferecer: o livro inteiro está resumido num manifesto, bem miudinho, tipo uma única página, em Inglês. Você acha ele aqui: http://www.punkmarketing.com/the-manifesto/
Peraí, você não entende Inglês ?!? Então mano, só te resta ir lá ouvir o cara ! De repente, você dá uma sacada bem punk e fica muito rico! Ou não. Mas vai.
Notaram como a minha narrativa se instaura a partir de uma linguagem um tanto [ bem pouco! ] punk? Isto é "Punk Marketing"! Vejo vocês no Proxxima.
Dia 12 de Março das 16:30 às 18:00hs
"Punk Marketing"
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Quando éramos crianças e vivíamos na era da televisão, perguntávamos a nós mesmos se um dia haveria uma televisão em que pudéssemos ser escutados pela pessoa que estava na tela. Com a Internet, um pouco desse sonho se tornou uma realidade. De fato, cada um de nós pode criar sua pequena "emissora" de conteúdo para o mundo. Basta criar um blog. Isso significa uma revolução jamais vista. Nunca o mundo se conectou de forma tão intensa. Os blogs dão poder ao usuário. Eles permitem que cada um expresse aquilo que pensa, que vive, que fala. E isso, de certa forma, torna o mundo mais democrático, e, principalmente, mais inteligente.
Nelson Rodrigues dizia: "Toda unanimidade é burra". Os blogs são um veneno anti-unanimidade. São diversos por natureza, sempre dando uma perspectiva única sobre um determinado assunto. Dentro desse cenário, não podemos nos esquecer que a inteligência, ou boa parte dela, advém da interação social. É se comunicando que o ser humano aprende. Seriam os blogs uma ferramenta de aprendizagem social? Individual? Quais os reflexos das mídias eletrônicas na formação da personalidade? No estilo de vida? Questões profundas envolvem o fenômeno dos blogs e ninguém melhor que os expoentes deste setor para discutir todas essas questões. Por isso o Proxxima 2008 convidou Alexandre Fugita da TechBits, Claudio Roca da BlogTV Inc., Carlos Cardoso (problogger), Edney Souza do Interney, Fabio Seixas da Camiseteria.com e Renato Shirakashi do Via6.com para discutirem aos quatro ventos o "fenômeno dos Blogs".
Dia 12 de Março das 11:00 às 12:30hs
"O fenômeno dos Blogs" - Já chegou a hora de virar mídia?
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O assunto é comunicação digital. Durante o Proxxima 2008, veículos e agências se encontrarão para debater, interagir, visualizar o futuro dessa comunicação. Mas e o anunciante? O que seria desse debate sem a visão de quem, no final de tudo, paga as contas? O ponto de vista pragmático do anunciante, ou seja, qual é o retorno que eu tenho para cada real investido, é mais que importante. É fundamental. É justamente esse ponto de vista que torna o mundo virtual das tendências uma realidade palpável.
Ao anunciar nas mídias tradicionais os anunciantes estão acostumados com dados de audiência pré-estimados. Nos veículos digitais, para além dessas previsões, o tamanho que uma campanha pode assumir é, por causa da viralização, imprevisível. Ou seja, o ROI pode ser gigantesco ou pífio, dependendo exclusivamente da aceitação de uma determinada peça por parte do usuário. O que "promove o sucesso da campanha" passa a envolver aspectos mais subjetivos no que concerne o efeito da peça em cada consumidor. Mais do que isso. Permite ainda que cada usuário possa obter uma versão personalizada da peça veiculada.
As possibilidades são praticamente ilimitadas. Agora, dentro desse oceano, vamos ouvir o que os anunciantes têm a dizer? Com certeza esse elo da corrente pode dar importantes pistas rumo ao tesouro guardado da mídia digital.
Dia 11 de Março das 14:30 às 16:00hs
"OK. Já entendi que o caminho é digital. E agora?"
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O terceiro debate do primeiro dia no Proxxima 2008 é nada menos que uma reflexão sobre os melhores cases da década. Tudo isso com um propósito. Olhar o passado para entender o futuro. Eis o desafio desse painel. Existe um provérbio árabe do século X que diz: "Aquele que prevê o futuro mente quando diz a verdade". Embora o sábio árabe tenha sua razão, é inegável que olhando o que já aconteceu ganha-se elementos para entender o que acontecerá. E essa tarefa torna-se especial ao se tratar das pessoas que participarão desse "resgate do futuro". Sergio Mugnaini da AlmapBBDO, Abel Reis da Agência Click e Igor Puga da ID TBWA desvelarão aos olhos e ouvidos dos espectadores uma possibilidade de futuro. Essa clarificação, tão esperada pelo mercado, servirá, sem dúvida nenhuma, de orientação para midiáticos brasileiros e estrangeiros não perderem o leme de seus negócios.
O futuro é uma incógnita. Por isso existem pessoas visionárias. Quais serão as conclusões a que você irá chegar depois desse seminário? Em que pontos você poderá ir além do dito? Que mistérios guardam as entrelinhas dos participantes? Muitas são as perguntas, mas uma só realidade é a resposta.
Dia 11 de Março das 12:00 às 13:00hs
Publicidade online - Os melhores cases da década e o que vem por aí...
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Desde o advento da Internet a mídia tem se transformado muito. A cada dia, mais pessoas gastam seu tempo na frente de computadores conectados à grande rede. É lógico que esse público é impactado por multi-mídias e em torno disso um mercado começou a nascer. Um mercado que cresce rapidamente mas que ainda é incerto do ponto de vista dos resultados. Por se tratar de uma mídia nova, é natural que os profissionais ainda estejam inventando maneiras de nela aparecer. Como usar o poder interativo da Web2.0 para justificar as verbas investidas nesse universo?
O poder de multiplicação dos resultados nesse ambiente é vasto. Por ser participativo, os usuários podem não apenas ver e agir junto com a peça publicitária, mas também passá-la adiante, viralizando sua audiência. O que isso quer dizer? Quer dizer que a peça publicitária pode ser uma "peça viva" que multiplica a si mesma. Como conseguir esse milagre? Eis um dos mistérios dessa "caixa de Pandora". De que forma tirar melhor proveito dos investimentos em Ad2.0? É exatamente isso que o debate contando com Carlos Merigo da Fisher América, André Bianchi do Limão, Michel Lent da 10 minutos e Leonardo Byrro da Skol vai tratar. Com a moderação de Mentor Muniz Neto, da Bullet, esse tende a ser um dos debates mais acalorados do evento. De um lado as agências buscando a mensuração dos retornos. De outro os veículos trazendo as incertezas promissoras das novas mídias. Imperdível.
Dia 11 de Março das 11:00 às 12:00hs
Ad.2.0 O que Vale a Pena e Por Quê?
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